31.5.02

- Ju, eu acho que estou com dor de ouvido.
- Acha?
- É... será que faz mal pingar o remédio das cachorras?
- Não sei, mãe. Tá escrito aqui que é para uso veterinário.
- Mas o que você acha?
- Não sei, porra. Ligue pro seu veterinário.
- Não, Juliana. Tô falando sério. Leia a bula para mim. Eu não enxergo.
- Não prefere um colírio? Tá bom, tá bom... olha só, você tá gestando? Aqui diz que não pode usar em fêmeas gestantes.
- Não.
- Você é um filhote com menos de 60 dias?
- Não.
- Você é um animal com disfunções renais?
- Não.
- Então deita aqui que eu pingo essa porcaria.
- Tá. Mas é só uma gota, hein?
- Que diferença faz? Você não vai morrer com uma gota a mais ou a menos.
- Vai logo...

Não me responsabilizo. Ela saiu do quarto lúcida e caminhando sobre as quatro patas.

E por falar em casamento, devo dizer que o fim da linha é quando seus amigos começam a arranjar relacionamentos para você. Eu estou praticamente noiva de um sujeito que mora pelo menos 600 km distante da minha cidade.
E corro o sério risco do cara passar por esse blog. Se isso acontecer, o noivado está encerrado, claro. Porque tudo indica que ele é uma pessoa normal e pessoas normais não me entendem.
Detalhes sobre esse noivado mais tarde, por Cerevisae. Sim, ele foi especialmente convidado para esse blog com o objetivo de fornecer as explicações sobre o meu futuro casamento, já que a idéia é dele.

Onde está Wally?
Pode parecer paranóia, mas não é. Há cinco anos uma pessoa está presente em minha vida sem que eu tenha a menor idéia de quem se trata. É mais ou menos assim: eu estou no centro da cidade e vejo a figura parada em algum ponto de ônibus. Uns três dias depois, passo de carro por um bairro meio afastado e lá está o sujeito em outro ponto de ônibus.
Talvez ele seja um pesquisador e passe o dias a andar de ônibus pela cidade, estudando as linhas e as pessoas que fazem determinados percursos. O curioso é que o cara é idêntico ao Wally do livro, só não usa aquela touca listrada. E sempre, sempre, usa a mesma roupa e o mesmo cabelinho repartido no meio.
No começo fiquei assustada. Parecia perseguição. Depois pensei que fosse minha imaginação fértil. Hoje eu não penso mais no assunto, só tento criar coragem para convidá-lo para sair. Afinal de contas, ele pode ser o homem da minha vida.
Hoje eu o vi novamente, só que em um ponto de táxi. Arrumou um emprego melhor ou ganhou na loteria, pensei. Acho que chegou a hora de investir no nosso relacionamento. Já posso sentir os grãos de arroz caindo sobre minha cabeça no dia do casamento. Todos estão convidados para o evento, que acontecerá dentro da garagem municipal de ônibus de Santo André e terá como testemunhas o cobrador e o motorista da linha B11, turno da manhã.

Não, eu não fumei aquele orégano hoje.

"It's hard to understand, but the touch of your hand can start me crying"

Ui. Pronto, já passou.

Sabe aquelas camisetas de deputado com um furo embaixo do braço e mais três furinhos pequenos na barriga? Aquelas que existem em todos os tamanhos: você compra a média, quando lava fica pequena e quando passa vira GG? Então, eu tô mais ou menos assim.
Uma velha camiseta de deputado. Não votem em mim.

Eu sei que a imagem não está aparecendo. Paciência. Eu não vou ficar passeando por todos os malditos HPGs da vida. Já troquei do Intermega para essa bosta de HPG, aí aconteceu de novo. Vou achar outra solução que não me deixe na mão na semana seguinte (viu, Renata? depois mudo o seu também). Aceito sugestões.

Grrrrrrrrrrr.

30.5.02

E eu lembrei agora que saí do cinema dizendo "tô morrendo de fome" e não comi nada até agora. Acho que o que eu queria era beber.

Os links ao lado serão trocados de tempos em tempos. Não significa que eu não leia mais os blogs que tirei. É só que eu tenho lido outros blogs legais também e não quero fazer uma lista imensa. Belê?

Sobre Mulholland Drive
É genial. Muito bom. Primeira vez que assisto um filme, não entendo porra nenhuma e gosto mesmo assim. O filme prende a atenção do começo ao fim e o "não entender nada" não faz a menor diferença. Agora eu já entendi, após a valiosa explicação encontrada aqui e já quero ver de novo para perceber os detalhes que perdi da primeira vez. Muito, muito bom.
Ah, e na parte do bar Silencio toca Crying, do Roy Orbison. Uma versão de Crying, mas só isso já teria valido a pena, mesmo se o filme fosse um lixo.

29.5.02

mµ,lmrf., rm,lm xcv ,mm nxc nb.

Explicação: Isso foi a Fran em mais um momento de genialidade incontestável. A prova concreta de que o cão é uma pequena amostra do seu dono está aqui: eu tenho uma cã blogueira e ela utiliza vírgulas. Esse animal é um fenômeno. Tradutores da linguagem canina, apresentem-se!

Acho que as pessoas pensam que nós (eu, a Van e o Nishi) babamos verde, mordemos pessoas na rua, gritamos o tempo todo e andamos armados. É verdade.

Diálogo do dia
Combinando o cinema com a pessoa...

Eu - A sessão que vamos pegar é às seis e vinte, mesmo... tô combinando com o povo às cinco e meia pra dar uma volta antes... posso chegar um pouco antes pra encontrar você... umas cinco horas.
Ele - Beleza. Povo?
Eu - O povo. O Nishi e a Van.
Ele - Massa. Nem acredito que ganhei a promoção "passe um dia com seus ídolos".

Alguém pode ter a bondade de amarrar esse cara? Mas amarre direitinho. Ele tá completamente louco. Eu tenho até pena do estado em que o pobrezinho vai voltar para casa depois de um encontro desses...

Da primeira vez achei que fosse coincidência. Ignorei o fato e segui meu caminho como se nada tivesse acontecido. Da segunda vez, imaginei que fosse minha imaginação pregando peças. Fiquei um pouco assustada, é verdade, mas decidi aguardar mais um tempo. Mas hoje... hoje eu tive a certeza. Há cabelos brancos na minha cabeça!
Estou em dúvida entre três opções: raspo o cabelo, tinjo de azul ou corto os pulsos? Aceito sugestões. Lembrem-se que hoje é um dia difícil na minha vida. Tomar consciência de que o tempo está passando dói. Preciso beber alguma coisa.

Pequenas revelações de hoje - TV
- Eu tinha medo do Chacrinha. Muito medo.
- Eu já apareci no noticiário. Nem pergunte...

A veterinária substituta que veio fazer a fisio na cã é a cara da Marisa Orth. Tô pensando em vender fotos dela segurando o bastão (ops...) do aparelho de laser no mercado negro. Alguém quer?

Algumas pessoas fazem questão absoluta de desempenhar o papel do lobo mau. Eu não tolero pessoas amargas, pessoas más, pessoas cruéis. Sinto muito. Chore, grite, esperneie, mas não faça da minha vida um inferno simplesmente porque a sua é uma merda.

28.5.02

Hum... que blog chato. O que vocês estão fazendo aqui, hein? Hein?
Povo estranho...

E já que é dia de falar dos amigos, eu tenho que falar da Marina. Ela me suporta há quatro anos, mais ou menos, desde o dia em que apareci em seu apartamento como "penetra" de um encontro entre amigos.
De lá para cá, várias coisas aconteceram. Mudanças de casa, de estado, de humor e de mais um monte de coisas. Encontros, desencontros, viagens, gargalhadas, lágrimas... essa mulher acompanhou tudo.
Marina esteve presente nos momentos mais importantes da minha vida. Até quando eu encerrei um período de um ano sem bananas (sim, eu sou viciada em bananas... não levem por trás) ela estava aqui. E foi diante dela que eu escondi um cacho de bananas miudinhas, daquelas de beira de estrada, dentro do meu quarto. Cada coisa...

E teve o lance do Liqüid Paper, também, mas esse eu conto depois.

Mavas servem para os momentos de desespero, para as longas conversas sem pé nem cabeça, para as discussões sobre a grafia do nome da sua cachorra e para confessar que você ouve músicas melosas. Eles te criticam por seu péssimo gosto musical, mas você nem acha ruim.
Mavas te dão esporro quando você age mal com alguém, reclamam se você fala palavrão demais e se você tem um comportamento promíscuo, ainda que seja só em teoria.
Mavas também te canonizam, às vezes. "Santa Juliana da Cuidação de Mavas Agonizantes" é o meu novo nome.
E quando você não tem nada interessante para dizer, faz uma pequena homenagem e taca um link pro blog do seu Mava.

Copa, é? Copa... hum...
--x--
Não, não é o futebol. É o alimento.

Hum... será que eu entendi? Ai, caramba...

Pequenos progressos
Ontem a Frances conseguiu ficar em pé. Andar são outros quinhentos, mas a melhora foi absurda, considerando-se que ela só fez duas sessões de fisioterapia e uma semana de exercícios em casa.

Pequenas revelações de hoje - Música
- Eu gosto do George Michael
- Eu tenho um CD do Bonde do Tigrão (nem pergunte...)

Eu preciso beber alguma coisa. Hoje. Agora. Pode ser perfume. Hm...

- Então eu recebo um cheque seu no valor de duzentos reais e adultero para duzentos mil reais. Como isso se chama?
- Filhadaputice.
--x--
- Você está entendendo esses conceitos?
- Mais ou menos... tô meio confusa, tia.
- Em que parte você se perdeu?
- Ali pelo "oi, tudo bom?".

Você percebe que tem um sério problema quando sua mãe invade seu quarto na calada da noite para roubar meio maço de cigarros e os seus últimos cinco reais. E pior que isso é acordar ao meio dia, descobrir que ela saiu e não deixou nem o dinheiro, nem o cigarro.
Teste de sobrevivência até mais ou menos cinco da tarde. Devo surtar descontroladamente. Aguardem.

27.5.02

Sabe, de vez em quando a carência é só de abraço. Tudo o que a gente quer é conforto e colo. Hoje tá assim...

- Caroços de azeitona andam?
- Não.
- Então tem uma barata no meu prato.
- Relaxa, Juliana. Você está bêbada.

Ôpa. Convite de última hora para beber JW de graça. Vou. Não, fui.
--x--
Só para saciar os curiosos, a Frances vai junto. Ela agora tem uma casinha móvel e vai beber comigo. Se eu voltar dizendo que ela comeu alface, estejam certos que eu crio uma tartaruga há seis anos, crente que é um cachorro.

Pequenas revelações de hoje - Animais
- Eu já discuti por cerca de duas horas com um papagaio. Eu estava bêbada. Ele estava sóbrio.
- Eu canto músicas pornográficas para as minhas cachorras.
...
Não, eu não vou cantar aqui. E também não vou mais mandar por e-mail. As pessoas não falam mais comigo por culpa da letra horrorosa de "Mariazinha".

Mullets e seus mistérios
Diante dos numerosos pedidos de esclarecimentos com relação aos mullets citados em um post anterior, resolvi oferecer um curso rápido sobre mullets e seus donos. Com a preciosa colaboração de Vanessa Marques, aqui vão as imagens do curioso clã dos mulleteiros.

Mullet típico (figura 1): Encontrado em todas as camadas da sociedade, esse mullet não requer grandes conhecimentos da arte milenar de ser brega. A técnica para adotar um mullet desses é bem simples: repique toda a parte posterior da juba e deixe um rabicó comprido. Esse mullet é bastante prático em situações de emergência: basta prender o rabinho com um elástico comum de escritório e enfiar sob a camisa e ninguém notará a sua breguice.

Mullet para obesos (figura 2): Esse mullet tem a função óbvia de desviar a atenção das pessoas para o corte de cabelo, fazendo com que elas esqueçam a quantidade de bacon ingerida pelo proprietário do penteado a cada refeição. Facilmente encontrado em supermercados, na seção de guloseimas calóricas.

Mullet brasileiro (figura 3): Comum no cenário musical do Brasil, esse mullet é apropriado para cabelos levemente cacheados e é uma espécie de disfarce: você acredita que está diante de alguém com cabelos compridos, mas na verdade, nada mais é que um mullet camuflado. Exemplos podem ser encontrados nas cabeças de Elymar Santos, Frank Aguiar, Juno, Sidney Magal e até mesmo do Rei Roberto Carlos. Roberta Miranda também já usou um.

Mullet para criminosos (figura 4): Não se engane com o sorriso desse mulleteiro. Os elementos que ostentam esse tipo de mullet são geralmente perigosos. O indivíduo da foto é procurado em 23 estados dos EUA. Ao encontrar alguém como toda essa classe, não pense duas vezes: atire para matar. Caso não seja um criminoso, merece ser morto apenas por deixar o cabelo nessas condições. O kit mullet para criminosos oferece também óculos estilo caminhoneiro, barba e bigode.

Espero que minha modesta aula tenha sido de alguma ajuda para os alienados que ainda não sabiam reconhecer um verdadeiro mullet.

26.5.02

Diz-me com quem andas...
Espetáculo. Eu conheço alguém que roubava escova de dente. Eu pensei que eram escovas usadas. Mas não. O cara era profissional. Vejam o relato:

"Apesar de já ter sido um furtador compulsivo de CD's e escova de dentes, sou honesto e ético. Mas eu roubava escovas novas, no supermercado, e repassava pros amigos...
Aceitava encomendas. Era como esses caras que roubam carros. Só que eu levava escovas de dentes. Sou desprezível até no crime..."


Eu queria que minha vida fosse emocionante assim.

Isso é só um registro. Vai ficar meio incompreensível, eu sei. Algumas coisas estão completamente fora do meu alcance e eu quero, mesmo que custe caro, mesmo que machuque, mesmo que seja errado. Outras coisas eu não quero, mas acontecem, estão ali e eu não consigo escapar. E tem também a pior situação: eu quero e posso ter. Estão ali e eu não consigo escapar. Mas podem ser o maior problema de toda a minha vida. O que eu tenho que aprender com uma certa urgência é a querer aquilo que posso ter e não vai me fazer mal algum. Só isso. Chega de situações em que eu não tenho o controle.

Pequenas revelações de hoje - Parte 2
- Já fui alvo de arremesso de pratos
- Já arremessei açucareiros

Ainda sobre o frio
Eu gosto mesmo do inverno. Eu gosto de pessoas branquinhas vestindo preto. Eu gosto da sensação de "intimidade" que o inverno proporciona. E eu gosto dos sorrisos de inverno. São sorrisos tímidos. Não são aquela coisa escancarada do verão.
Só há um problema no frio: minha garganta explode e eu fico completamente fanha. Então, de hoje em diante eu não atendo telefones. Só me liguem em setembro, belê?

Vanessa wrote: E o (censurado), está sumido?
Juliana wrote: Não... nós temos conversado.
Vanessa wrote: É que você não falou mais nada.
Juliana wrote: É que eu tô confusa pra cacete...
Vanessa wrote: Você não está confusa. Você é confusa. Você adora uma encrenca.
Juliana wrote: Thanks. Vou postar isso.
Vanessa wrote: Vou fazer psicologia e você será minha tese de conclusão. Vou falar sobre as pessoas curva de rio.

Essa é a opinião que as pessoas têm de mim.

Pequenas revelações de hoje
- Eu já fiz permanente no cabelo. Fiquei parecendo um poodle.
- Eu já alisei o cabelo uma semana após tingir de vermelho. Fiquei parecendo o Bozo.

25.5.02

No inverno as pessoas ficam mais bonitas, românticas e interessantes ou são só os meus olhos?

Minha próxima missão é assassinar o japa da locadora. É sério. Ele vive tentando me convencer a consumir filmecos de quinta categoria. Ele acha que eu sou de quinta categoria. Eu também acho, mas isso não vem ao caso.
Eu já quis matar o portuga da padaria, mas a vizinhança foi contra e eu decidi esquecer a idéia. E o açougueiro já esteve na minha mira, também, mas esse nem precisa de ajuda. Ao menos uma vez por semana ele se machuca com o facão e vai parar no hospital. Então, resta o japa da locadora. Ah sim... tem o outro japa, o do caldo de cana. Mas esse ainda é útil. Ele vigia os carros aqui na rua, então deixa o cara quietinho.
Vou abrir uma empresa de assassinato dos comerciantes da vizinhança. Quem gostar da idéia, é só me procurar. Preciso de sócios e funcionários para os meus planos perfeitos.

A pedidos
A frase será repetida aqui...
"Ostracismo é o lugar onde fica as ostra"
Por Xixa, em um comment onde fui comparada ao Belo e à Ivete Sangalo.

Não, aquele "a pedidos" lá em cima é mentira. Eu só coloquei isso aqui porque o genial Xixa falou de ostracismo e linkou para cá. E tudo que eu não quero é cair no lugar onde fica as ostra. E leiam o post sobre a conversa com o chinês. Isso é uma ordem.

Há perdão para o desânimo?
Quando a gente não tem vontade de escrever, de comer picanha e de beber vodka... isso é grave?
Qual era a cor do cavalo branco de Napoleão?
Onde Judas perdeu as botas? E as meias?

Hoje eu não tô legal, não vou ficar aqui fingindo euforia e dando risada das minhas próprias tragédias. Vou ali pegar um filme e talvez volte mais tarde. Té.

24.5.02

E eu devo confessar ao Ruy que adoro a Jayne. Não há nada mais poético que "Mississipi, sei que vou voltar. Pra rever o meu amor, Mississipi eu logo vou, o amor vai me levaaaaaaar".

Hoje minha mãe teve um apagão na vista. Mas para quem costuma ter nó no cérebro e calo na garganta, até que isso não é tão grave assim.

Pequenas revelações de hoje - Parte 2
- Já tomei banho de mar vestida, às cinco da manhã, num frio de 7ºC.
- Já dancei a "Dança do Maxixe" na praia.
- Já dormi na calçada, abraçada a uma árvore, por incapacidade total de subir quatro lances de escada.

PS: Os três eventos aconteceram na mesma madrugada.

E hoje eu vou assistir O Padre (em vídeo) de novo. Muito foda esse filme. Assisti há anos no cinema e talvez eu fale sobre ele mais tarde. Aqueles que não tiverem nada para fazer no final de semana, aluguem O Padre. Isso é uma ordem.

Pequenas revelações de hoje - Parte 1
- Já bebi água de azeitona achando que era um drink muito bom.
- Já atirei na minha própria perna com a espingarda de chumbo. E na da minha mãe.
- Já esqueci minha prima na 25 de março.

23.5.02

E o mais importante é que o Raul está careca e sem barba. Ahn? Vocês não conhecem o Raul? O Raul é o segurança do boteco. O ser mais peludo do mundo está careca. E o Raul deu em cima do meu ex-namorado. Até hoje eu não sei se eles se entenderam ali no banheiro...

Tem mais, tem muito mais... difícil é escrever.

Acho que voltei. Não sei como, mas estou aqui. Então vamos aos fatos.

Pa e Ju
- Pa, eu quero caldo de feijão.
- Pô, Ju, você vai ficar fraudulenta.
- É flatulenta, Pa.

Ju e moço do estacionamento
- Moça, onde está seu carro?
- Não faço a mínima idéia. E o seu?
- Não, eu só tô olhando...
- Ah, é voyeur?
- Hein?
- Esquece.

Conclusão
Eu não sei como vou dormir. Mas sei muito bem como vou acordar. E dá-lhe guarda-chuva da Madonna enfiado na garganta...

Pequena revelação de hoje - Parte 3
Eu já entrei em um motel no porta-malas de um Uno.

Ah... Gah... Nhé... Minhas preces foram ouvidas. O telefone, o bendito telefone, tocou.

- Oi. Eu. Cê pode sair por duas horas hoje?
- Não sei. Por quê?
- É que eu vendi meus passes e tenho 40 reais. Quero dividir com você.
- Em álcool?
- Isso.
- Passo aí às oito.

E então eu vou sair. Depois de dois meses enfiada nesse quarto, eu vou sair. Tá, são só duas horas, mas serão as duas melhores horas do ano, mesmo às custas de passes de ônibus vendidos. E agora eu vou ali andar 100 metros de joelhos no cascalho, porque tenho que pagar minha promessa. Não respondo por mim nos posts de hoje à noite, belê?

Pequena revelação de hoje - Parte 2
Eu já pedi dinheiro na rua para comprar um pastel e uma cerveja.

Pequenos progressos
Hoje a Frances mexeu o rabo pela primeira vez.

Então eu fui abastecer o carro trajando uma belíssima blusa de lã marrom. O detalhe da blusa marrom é relevante, não estranhem. Cheguei ao posto e o frentista me olhou com uma cara curiosa: "vai querer quanto, moça?". Respondi e fui preenchendo o cheque. Quando ele voltou, o diálogo:

- Moça, posso te fazer uma pergunta?
- Pode. Que é?
- Por que você carrega uma lagartixa no ombro?

Então eu olhei. E lá estava ela. Exatamente da cor da minha blusa. Olhando nos meus olhos. Até virava a cabecinha. E eu olhando nos olhos dela. Cinco minutos em estado catatônico.

- Tira, tira ela daqui. Tira!

E eu tentando afastar minha cabeça daquele monstro pré-histórico. Consegui, enfim, jogar longe aquela coisa e perguntei:

- Por que diabos você não me avisou antes, moço?
- Achei que fosse de estimação...

Só na minha vida as pessoas confundem uma lagartixa com uma iguana. Até são parecidos, mas o tamanho é um pouco diferente...

Pequena revelação de hoje - Parte 1
- Eu já fui apaixonada pelo Ritchie. Eu beijava a capa do disco escondida na garagem.

22.5.02

Pensei em fazer aquele jogo do currículo, mas são tantas coisas para dizer que prefiro criar a série:

Pequenas revelações
- Eu já tive uma tartaruga. Ela fugiu.

Da série "Vocês têm que me odiar"

Catalau - Praça do Pôr do Sol - 1990 Eu já fui apaixonada por esse ser (à esquerda). E eu estava nesse show do Golpe de Estado, na Praça do Pôr do Sol. Mas não foi nesse dia que eu paguei o meu maior mico de fã número 1. O mico foi no ano seguinte, em um show no Paço Municipal de Santo André. Por alguma razão estranha, o Catalau me fez subir no palco e eu fiquei lá sentadinha, babando nesse ET. E aí os seguranças do show, que era coletivo, me notaram e resolveram me expulsar do palco.

Catalau - Red Onion (?) - 2001 Estaria tudo bem se eu tivesse cedido às ameaças daqueles armários, só que eu bati o pé e fiquei no palco, enquanto minha amiga olhava assustada lá de baixo. É óbvio que eles não tinham paciência com adolescentes babacas como eu, então me empurraram e eu caí de cabeça dentro de um latão de lixo. E ali fiquei até uma alma caridosa me puxar pelos pés. A coisa toda não seria tão grave se eu não continuasse apaixonada por isso que o Catalau se transformou (à direita).

Esqueci de dizer. As fotos são do site do Catalau.

Impressão minha ou o Blogger se recusa a publicar minhas bobagens? É algo pessoal?

E de repente eu lembrei do Yahoo. Não, não é o site. É o grupo. Lembram da Mordida de Amor?

"Eu não quero tocar em você, ou beibêêêê. E fazer seu jogo vai me deixar loucuuuuuuu"

Maria Zilda e José de Abreu (sim, eu era apaixonada por ele) em Bebê a Bordo, a primeira novela adolescente idiota que arrastou uma porrada de excelentes atores para o limbo e eu assisti (e adorei). Eu lembro do blush rosa na bochecha da Maria Zilda e tenho vontade de chorar.
Pois é. Quando eu falo para me amarrarem, vocês não obedecem. Eu tô indo ali cortar meu cabelo. Quero um mullet igual ao do cara do Yahoo, o cunhado da Xuxa, aquele que casou com a irmã da Marlene Mattos. Se tudo der certo, serei atropelada antes de chegar ao salão e passarei um mês hospitalizada.

Não há nada pior do que fisioterapeutas cretinos que me fazem acordar de madrugada (nove da manhã! nove!) para uma sessão e não aparecem até o meio dia. Eu ainda enfio uma daquelas bolinhas de borracha no rabo de um. E haja fisioterapia para botar pra fora depois.

21.5.02

Outro de 29/12/01
- De quem é esse pé de meia? (minha mãe, cara desconfiada)
- É... (eu, tentando lembrar de quem poderia ser. Eu sabia que tinha acontecido algo assim há algum tempo, mas não identifiquei os personagens até que a Van sussurrou no meu ouvido o nome do dono da meia)
- Responda! O que anda acontecendo nessa casa na minha ausência? (minha mãe fica formal pacas quando quer me encostar na parede)
- Sabe o que é, mãe? Eu comecei uma coleção nova. Essas meias são do... do... do... Tales. (foi o primeiro nome que me veio à cabeça)
- Do Tales???? Ah, você está passando dos limites. Vou conversar com seu pai, você volta para a psicóloga na semana que vem.
Suspiro aliviada. Sim, porque minha mãe é capaz de aceitar que eu estou tão louca a ponto de colecionar meias masculinas, mas jamais aceitaria que a casa dela tenha servido de cenário para... para... ah, vocês sabem.

Em 29/12/01
Trecho de um livro que me fez pensar no rumo que minha vida está tomando.
"Você tem vinte e cinco anos. E vive na mesma rotina há pelo menos seis. Esses são os 'anos de loucuras'. É a época em que se deve ter loucos casos de amor, longas conversas com alguém que poderia ser, mas geralmente não é, o grande amor da nossa vida. É quando a gente experimenta usar as roupas mais estranhas e muda de penteado dez vezes por mês, vai a festas esquisitas, bebe demais e depois vomita no tapete da sala."
A parte sobre ir a festas esquisitas, usar roupas estranhas e vomitar no tapete da sala eu conheço bem demais. As longas conversas? Elas têm acontecido, sim. Mas eu gostaria de eliminar o "geralmente não é". Quero viver tudo isso. E não quero que acabe. Será que dá para ampliar o prazo dos 25 para os 35 anos?

Conselho
Esses comentários têm espaço para colocar o ICQ. Não fui eu que pedi. A coisa já vem pronta. Mas eu não aconselho ninguém a colocar o número ali. Vocês ficarão sujeitos a qualquer espécie de mensagem de malas que leiam esse blog. Inclusive eu. Então, quem quiser falar comigo, o número tá ali do lado. Mas não deixem os seus números nos comments, please.

Ah, o Ruy voltou. É lóóóóógico que ele tinha que voltar justamente no dia que o Blogger deu pau. Ele tem esse senso de oportunidade perfeito, mesmo. Também pode ser um boicote do Blogger às goiabices do cara... nunca se sabe.
--x--
Pensando bem, teve algum dia que o Blogger não deu pau nos últimos dois meses?

Descontrole absoluto. Ouvindo Ella. Por favor, mandem ajuda.

Tem algum astrólogo na área? Preciso saber por que diabos o meu inferno astral dura oito meses. Ah, eu sou de Escorpião.
--x--
Ih, acho que não deveria ter revelado isso.

Ei, vocês se lembram da Mariane? Ela era uma das muitas loiras que ganhavam a vida beliscando crianças nas emissoras de TV. Pois é. Eu estava esperando o programa do João Kleber e acabei topando com um outro programa mais ou menos na mesma linha... e lá estava a Mariane. Uns quinze anos mais velha, mas era a Mariane. E ela estava reclamando que caiu no ostracismo (aquele lugar onde "fica as ostra", lembram?).
A única coisa que eu posso dizer é que quero esquecer que um dia assisti programas infantis. E Mariane, só um aviso: se eu te encontrar na rua, passo com o carro por cima. Acho que o ostracismo deve ser mais confortável que o asfalto sob o meu carro, não?
Ainda vou escrever uma lista das coisas que abomino. Não que isso interesse a alguém, claro, mas quem sabe encontro algum maluco que queira participar dos meus planos infalíveis para o extermínio de apresentadoras de TV e afins?

Acordei cedo e tive uma boa surpresa: uma caixa de Especialidades da Nestlé em cima da mesa da cozinha. Arregalei meus olhos e preparei meu estômago: a guerra começou. E então eu comi o único Alpino da caixa, o único Sensação da caixa e dois Chokitos dos quatro existentes. Uma orgia de chocolates.
Tão distraída com os chocolates, nem notei que a porta abriu. Era minha mãe. O olhar assassino que ela me lançou mostrou que não eram simples chocolates: era mais do que isso. E então ela disse: "você rasgou as embalagens" e eu só pude confessar. Adeus sonho de participar do Show do Milhão. Adeus perguntas cretinas. A vida dela estava destruída.
Então ela pegou a faca e eu saí correndo. Há duas horas estou trancada nesse quarto enquanto ela esmurra a porta. Não tenho a menor chance de escapar. Portanto, caros leitores, eu vim me despedir de vocês. Foi muito bom estar aqui (lágrima escorrendo pelo canto esquerdo do olho direito) com vocês, foi muito bom dividir meus dramas com vocês (chupada do nariz para conter a meleca que quer descer), espero encontrá-los em uma outra vida (queixo tremendo).

PS: Antes que os desavisados comecem a perguntar, não, eu não vou parar. Essa última parte é ficção.

Moço, dá notícias por favor. Agora quem tá preocupada sou eu (e com razão).

Tuesday, May 21, 2002
We had a glitch on the Blog*Spot server this morning. We're repairing it now, but, in the meanwhile, if any of your pages are not there, just republish.

posted by Evan Williams | 6:32 AM


Ou seja, é só escrever alguma coisa, editar algum post e republicar que as coisas voltam ao normal. Ufa. Tomei um puta susto ao acordar.

20.5.02

Eu preciso de livros. Preciso perder uma tarde em um bom sebo, preciso de dinheiro para gastar com isso, preciso... Acho que eu preciso cancelar a net.

Antes tarde do que nunca
Se o Kleber Bam Bam é a cara do Brasil, eu acabei de mudar de nacionalidade. Tomanocu que eu quero o retrato da ignorância me representando.

Cinema. Sorvete. Coca-cola. JW. E eu aqui vendo novela...

Eu era uma garotinha revoltada por ter sido tirada à força da escola em que cursei todo o primário e jogada em um antro de playboys que faziam desfile de moda no intervalo entre as aulas. Paguei todos os meus pecados na quinta série, é verdade. E fazia qualquer negócio para ser aceita, então acabei fazendo amizade com o sujeito mais popular do grupo: Julio, o garoto-problema. Com o Julio eu me meti nas maiores roubadas da minha vida.
Ele foi o companheiro de advertências e suspensões semanais e eu passei a ser considerada a "menina-mais-legal-da-turma" no dia em que promovi uma rebelião na classe. Alunos descontrolados atirando suas mochilas sobre a professora de matemática, pedaços de giz voando em todas as direções e uma completa depredação da sala de aula. É óbvio que eu perdi o controle da coisa. Não era a minha intenção. Eu só queria ter amigos.
Mas o que eu ia contar aconteceu bem antes disso. Fui convidada para o aniversário do Julio, em uma pizzaria. Um bando de crianças mal educadas em uma mesa, alguns pais sem noção do perigo e muitos garçons à beira de um ataque de nervos. E então começou o campeonato. O objetivo era atingir o "inimigo" com azeitonas, que eram meticulosamente dispostas na ponta de um garfo e depois arremessadas com um leve toque na outra ponta do garfo.
Só que aconteceu um acidente. Entre azeitonas pretas voadoras, resolvi testar minha péssima coordenação motora e, com uma precisão quase cirúrgica, acertei o chope do pai do aniversariante. Silêncio no ambiente. Respirações suspensas. Um olhar de ira em minha direção, seguido da frase "tinha que ser a Juliana".
E é por isso que eu não aceito mais convites para aniversários. Não foi um caso isolado: todas as vezes em que resolvi participar de alguma festa, acabei causando problemas. Não me convidem, então.

19.5.02

E amanhã eu conto sobre o campeonato de arremesso de azeitonas.

Ehr... eu já disse que meu nome é Juliana? Muito prazer, eu sou a Juliana.

Já falei sobre o meu melhor amigo? Só disse que ele era abusado, né? Pois é. Eu tenho um melhor amigo. Ele é antipático, chato, cheio de neuroses e de vez em quando parece que faz questão de agir da forma mais errada possível. Ou seja, ele é praticamente um clone meu.
E por conta de tanta semelhança, nós estamos sempre discutindo, discordando, batendo boca, tentando provar que temos razão. Mas nós também concordamos em muitas coisas, principalmente no que diz respeito às relações humanas. E se nossos pais nos trocassem por um dia, acho que nem notariam a diferença, já que as famílias são muito semelhantes.
Eu me preocupo o tempo todo com meu melhor amigo. Com a cabeça, com o coração, com o estômago e até com a conta telefônica dele. E ele se preocupa com a saúde da minha cachorra, com meus processos trabalhistas, com meu desemprego, com minhas paixões impossíveis e com a minha alimentação também. Vive me dando esporro quando eu deixo de jantar para conversar com ele.
Então, mas o que eu queria dizer é que esse meu amigo é a melhor pessoa do mundo. E que mesmo assim eu não espero coisa alguma dele. Se amanhã ou depois ele resolver não conversar mais comigo por algum motivo, eu vou sentir falta, sim, mas nunca vou considerar nossa amizade uma obrigação. É assim porque temos vontade e só. Porque gostamos de conversar um com o outro, de apoiar, de dar esporro, de discutir, de sacanear.
E a outra coisa que eu tenho a dizer é que ele tem uma namorada e eu morro de inveja dela. Porque caras inteligentes, bonitos, humanos e reais como ele não estão dando sopa por aí.

PS: Não, eu não estou cantando o meu melhor amigo. Mesmo porque, pode até ser que a namorada dele leia esse blog e ela é bem uns 15 cm maior que eu. Não posso arriscar.

Em 21/10/02
Descobri que aquele "busto" na casa em frente à minha não é exatamente um "busto". É o velho que mora na casa. Passa o dia inteiro com a cara (só a cara) enfiada no meio da grade, sem se mover. Eu jurava ser uma estátua.

Expectativas ou carta ao desconhecido
Olá. Você acha que me conhece, mas só viu a casca. O superficial, a máscara, a ilusão. E eu sou feita de um bom tanto de ilusões, também, mas não só disso. Eu rio, eu choro, eu sinto pena, eu sinto ódio, eu desvendo mistérios, eu guardo segredos, eu reconheço mentiras e eu acredito em grandes amores.
Mas eu não sei lidar com meus sentimentos. Sou insegura, passo boa parte do tempo me preocupando com o que vão pensar de mim, me chateio quando me julgam, deliro quando me elogiam e não aceito críticas muito bem. Depois eu até penso no assunto, mas na hora me emputeço e vou logo chutando a canela, porque sou estúpida por natureza.
Eu não me importo muito com o que dizem da vida dos outros. Odeio fofocas e procuro não julgar quem não conheço, mas devo confessar que às vezes me deixo levar por primeiras impressões, sim... e normalmente elas não estão erradas.
Sou capaz de amar profundamente alguém ou alguma coisa. E sou capaz de odiar com a mesma intensidade. Tenho um bom coração, mas não dispenso a oportunidade de sacanear algum filho da puta. Depois eu perdôo, mas adoro a vingança.
Amo os animais de uma forma que não saberia amar os seres humanos. É um amor geral, não é uma coisa definida. Quanto aos humanos, só amo aqueles que têm princípios, caráter e personalidade. Escolho os que amo.
Mas mesmo depois dessa descrição, você ainda não me conhece. Porque pessoas não são feitas de palavras, não são feitas de um blog, não são feitas de idéias bonitinhas ou conceitos idiotas. Pessoas são complexas. Pessoas podem te fazer sorrir por horas seguidas ou te fazer chorar por meses. Pessoas podem foder a sua vida e depois estender a mão... e você vai esquecer de tudo, porque o que busca é só o afago na cabeça.
Eu também sou assim. Durona, chata, neurótica, ranzinza... e chorona, carente, doce... e você ainda não me conhece.
Então, já que não me conhece mesmo, não espere nada de mim. Não espere perfeição, não espere conselhos, não espere massagem no ego, não espere nada. Ou espere apenas a minha franqueza, que é tudo que eu tenho a oferecer. Eu posso ser a sua melhor amiga, mas também posso te decepcionar terrivelmente.

Não tenho a menor vontade de escrever. Em lugar nenhum.

Coisas assim me fazem esquecer as pessoas maravilhosas que conheci na net e hoje fazem parte do meu mundo real. Dá uma vontade absurda de sumir, de fugir, de esquecer, de chorar. Não pretendia isso, juro. Eu só queria me divertir.

Canonizaram a santa brasileira. Legal. Mas precisa ter um nome tão dramático? Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus deve ser alguma estratégia de marketing, não?

Quando fiz o layout às pressas, cometi dois deslizes imperdoáveis. Tá, eu cometi vários deslizes, mas esses dois são os piores. EU DEIXEI DE COLOCAR LINK PROS DOIS MELHORES BLOGS DOS ÚLTIMOS TEMPOS. A Sylvia é velha conhecida. Desde o comecinho do Texto Forte ela nos visita, participa, faz comentários muito pertinentes e tal. E o blog dela está a cada dia melhor. Já o Padre Levedo é dica da Sylvia. E que dica. Vocês têm que conhecer.

Como é que alguém pode esperar algo inteligente de uma pessoa que assiste Malhação e adora Sandy e Junior? Pronto, falei.

Eu não lembro comé que se estuda. É sério, tenho uma apostila para estudar (dois concursos nojentos) e não sei como que faz. Leio tudo? Decoro? Faço exercícios?
Quase nove anos fora da escola têm seu preço. Acho que preciso começar do zero. Vou ali comprar um caderninho de caligrafia e já volto.

Em que buraco negro caíram os Titãs? Pô... se isso é amadurecer, quero passar o resto da minha vida na infância. Coisinha chata.

18.5.02

Primeiro dia de fisioterapia na água para a Frances. Enchi a banheira e entrei junto com ela para a "natação". Uma graça ver esse monstrinho nadando, batendo as patinhas, esparramando água pelo banheiro todo e se divertindo. Às vezes penso que crio um peixe que late.

Melhores amigos são abusaaaados...

O Sesc está promovendo um curso de pichação para os menores carentes aqui do bairro. Nem adianta falar que é arte. Eu vi os desenhos. E o pior de tudo é que permiti que pichassem meu muro. Formidável.
E hoje eles me acordaram para escolher os desenhos que vão poluir o muro. Gritaria, desordem, mau humor e enxaqueca. Por um triz eu não sugeri uma utilização apropriada para as latas de spray.

Não, eu não quero ver o Homem-Aranha. Aranhas, para mim, devem ser tratadas com SBP. E tenho dito.

17.5.02

Por que o nome quase igual ao outro? Falta de imaginação, claro. Pensei em vários outros nomes e conforme for trocando o layout, coloco aqui. Tô com tempo sobrando, mesmo. Quanto mais layouts, textos e títulos, menos cigarros.

Pois é. Eu queria mais espaço para falar de mim, para não ser engraçadinha, para ser eu o tempo todo. Então tenho que colocar também os meus lamentos, né? Esse trecho já tem alguns meses, mas achei muito perfeito. Lá vai... ught (quase um parto).

"E é porque eu fico completamente descontrolada quando vejo esse menino que faço essas merdas todas. Ele entra e sai da minha vida, ele me deixa plantada esperando, ele finge que não fez nada de errado, ele me fala uma frase bonitinha e eu caio de novo.
Mas quando ele está presente é tudo tão lindo, tão perfeito, tão gostoso que eu esqueço o mal que ele me faz quando resolve que precisa de mais espaço e some, sem dizer para onde vai ou quando volta.
E eu vivo nessa montanha russa emocional, esperando pelo dia em que ele vai me dizer que acabaram as surpresas e que quer de volta tudo aquilo que compartilhamos por um tempo maravilhoso. E cada segundo de espera vale a pena, porque só ele dá sentido à minha vida."

Em 30/09/01
Fui no tal show do Ney Matogrosso. Espetáculo de homem (quer dizer... bem... nem tão homem assim). O cara dança muito, canta muito e a banda é sensacional. Minha mãe chegou na minha casa meia hora antes do combinado, para irmos ao show. Tudo bem, eu estava no banho, me enrolei na toalha e fui abrir o portão (sem comentários sobre o meu vizinho "coisa boa" que assistiu a essa cena). Ela entrou e foi logo reparando "nossa, esse ralador de queijo está enferrujado. Essa toalha está meio gasta. Essa cafeteira é horrível". O básico da minha mãe. Me aprontei correndo (antes que ela resolvesse sair no quintal e constatar que as cachorras estavam sujas, as roupas sem lavar, etc) e fomos ao show. Nos acomodamos na "platéia superior", vulgarmente conhecida como "galinheiro" e esperamos. Esperamos, esperamos, esperamos. Quando, enfim, a bicha iniciou o espetáculo, uma cena hilária: senhoras por volta dos sessenta anos gritando como adolescentes em um show do N'Sync (é assim?). "Ahhhhhhhh, lindooooooo, tesãããão, delíciaaaaaaa". Gente, tudo bem que o cara tá inteiraço, mas "delícia"? Ele deve pesar uns 40 quilos, mais ou menos. E é praticamente uma dama, vamos respeitar! Bom, se fosse só isso, 'tava bom. Uns dez minutos depois do início do show ('Batuque', com músicas dos anos 30 e 40), dois hipopótamos chegaram (atrasados) e se postaram no meio do corredor, atrapalhando a visão. Esperei, esperei, esperei. Resolvi levantar e pedir que eles se sentassem. Fui, delicadamente, e pedi. O velhote gorducho fez um sinal meio estúpido com a mão. Eu, que normalmente tenho aquela tolerância menos oito, resolvi relevar. Sentei e minha mãe começa "sai daí, corno" "cretino, filho da puta". Eu, translúcida na cadeira, pagando o maior mico. E o pior é que o povo das cadeiras de trás resolveu apoiar minha mãe e tava armado o barraco. Quando o homem resolveu se dignou a sentar, passou do nosso lado e soltou um sonoro "cala a boca". Aí eu percebi que o mico já estava pago, faltava o gorila. Levantei, enfiei o dedo na cara do distinto e despejei "Seu pobre, mal resolvido, limitado e burro! Não tem o menor direito de estar aqui, porque não saberia entender o que está se passando, aliás, mal sabe ler. Cuspo em você, seu miserável!", assim, nesse tom. Minha mãe levantou também e começou "eu não paguei pra ver o seu bundão, paguei pra ver o show do Ney" e eu "cala a boca, mãe, você não pagou nada, esqueceu?" (porque eu ganhei os convites no jornal). Enfim, maior vexame.
Depois disso tudo, só me restava me afundar na incômoda cadeira de um ex-cinema que virou casa de shows e ver o Ney se contorcendo feito uma lagartixa prenha no palco.

Em 28/09/01
Já contei procês do meu problema com baratas? Não? Cara, eu tenho pavor de baratas. Elas me perseguem (segundo um amigo meu, por causa do maravilhoso odor do meu creminho de baunilha da Victoria’s Secrets) por onde eu vou. Quando resolvi virar gente grande e morar sozinha, tive um sério problema com esses seres nojentos. Eu não tinha opção, tinha que matar as escrotinhas. E moro na beira de um córrego, já viu.
Bom, o que eu ia contar na verdade é do dia que dormi com uma barata. Cara, eu estava dormindo. Acordei com uma sensação estranha e quando olhei para o chão, lá estava ela. Me olhando, a vagabunda. Com aquele ar que todo bicho nojento adquire quando sabe que nós não podemos com ele. Ela me olhava e eu suava, embaixo das cobertas. Depois de mais ou menos uns 15 minutos naquela situação desconfortável (sozinha em casa, morrendo de calor e sendo observada por uma barata), resolvi me armar de coragem e assassinar o ser. Levantei, peguei minhas havaianas e pumba! Pumba, pumba, pumba, e nada de acertar a bicha. Batia de um lado, ela corria pro outro. Batia do outro, ela passava entre meus pés e se escondia do outro lado. A essa altura do campeonato, eu já nem lembrava mais do medo: tudo que eu sentia era um ódio imenso, aquela fúria assassina, de querer ver a bicha com as perninhas pra cima, soltando gosma verde. Dez a zero pra barata, e eu ainda lá, firme e forte. De repente, parei e pensei na situação: eu, ajoelhada no chão do quarto, com um chinelo na mão. Resolvi acender a luz. Nesse momento, acordei. Não existia barata alguma: era virtual.

Em 27/09/01
Estava eu, hoje pela manhã, dando um trato na casa e esperando pelo fotógrafo recém contratado do jornal (eu ainda não o conhecia pessoalmente) que iria fotografar minhas cachorrinhas (Frances Beam e Maria José) para uma matéria, quando se passou a cena que descrevo abaixo (aproveitando o esquema da minha amiga Barbie, com personagens):
(som ambiente): CLAP, CLAP, CLAP, CLAP (indivíduo maior, branco, de barba, sobre uma moto)
Lady Macbeth: Pois não?
Moço: Eu vim...
LMB (interrompendo): Oi, já chegou? Entra, entra, vem tomar um café.
Moço: Tudo bem...
LMB: Então, eu estava aqui dando uma geral na casa pra te esperar, sabe? Estava tudo bagunçado, eu ando trabalhando 18 horas por dia, você sabe... mal dá tempo de cuidar da casa.
Moço: Eu entendo, também ando trabalhando demais... está uma correria.
LMB: Pois é. ‘Tá gostando do serviço?
Moço: É, eu gosto. É meio cansativo ficar correndo pra lá e pra cá o dia todo, eu ando demais.
LMB: Sei como é. Nossas carreiras são uma loucura.
Moço: Seu café é uma delícia. O bolo também.
LMB (ruborizando): Brigada. Eu gosto de cozinhar.
Moço: Esfriou, né?
LMB: Pois é. Ontem estava super abafado, hoje vou ter que ir pro jornal de agasalho. Mas vamos deixar de conversa fiada. Onde você prefere tirar as fotos?
Moço: Fotos?
LMB: É, as fotos das cachorras.
Moço: Que cachorras?
LMB (transtornada): Quem é você?
Moço: Eu vim medir o consumo de energia. Sou da Eletropaulo.
LMB: Aimeudeusdocéu... e você nem me avisa?
Moço: É que eu estava sendo tão bem tratado... não queria que a festa acabasse.

Ah, claro. Eu sempre vou ter problemas com o sublinhado dos links. Não reparem, please.

A imagem aí de cima tá pesada pra cacete, mas vai ficar assim por enquanto. Esse layout é provisório. Eu quero comments. Eu preciso de comments.

Bom, então tá. Agora eu tenho um layout mais ou menos para um blog mais ou menos. No começo, vou pegar velhos textos do antigo para jogar aqui. Textos que eu gosto, bobagens que eu fiz e tal.

Carajos.

Oba!