27.12.02

Ah, feliz Natal pra vocês também. E antes que eu me esqueça, desejo que todos os perus morram com seus espanadores enfiados nos rabos (redundância pouca é bobagem). Ô comidinha asquerosa.

15.12.02

Diálogos estranhos ou
Porque os filhos matam suas mães ou
Como destruir seu namoro em uma lição
Eu - Mãe, ficou boa essa roupa?
Ela - Ficou legal. Meio transparente, mas legal. Mas o que é essa faixa branca na roupa? Tira ela!
Eu - Essa faixa branca é a minha barriga, mãe.

--x--
Eu - Nê, cê viu minha mãe perguntando o que era a faixa branca? Porra, ela é louca.
Ele - Pois é... eu notei que era sua barriga, mas não quis dizer nada. Você já estava tão nervosa...
Eu - ...


Eu ainda não descobri se o constrangimento dele era por culpa da cor da barriga ou por causa do tamanho dela. Por via das dúvidas, passei o dia, hoje, torrando no sol. Agora tem uma enorme faixa vermelha.

11.12.02

Tomei um susto imenso ao acordar hoje, lá pelas sete da manhã (cerca de cinco horas antes de me tornar humana), e topar com esse disco aí sobre a mesa da cozinha. Disco. Vocês três entenderam? Um disco do Jessé na mesa da minha cozinha. E quem é que tem estômago pra encarar um pão amanhecido com manteiga depois de uma dessas?

Com um misto de curiosidade e medo, levantei o tal disco do Jessé e lá estava o outro maldito: ele, o homem das calcinhas, segurando uma maçã. Com tanta sensualidade junta, como eu poderia resistir? Esfreguei os olhos com força para acordar e só consegui tirar uma remela ressecada, mas o Wando continuava lá. E o título do tal disco é ótimo: Obsceno.

Da próxima vez que me falarem em reformar a casa, juro que fujo para um convento. Ou para um bordel. Ou para qualquer casinha de cachorro que me acolha.

9.12.02

[encheção de linguiça]
É, eu acho que voltei. Não com a mesma assiduidade de sempre, claro. E também não esperem grande coisa. Minha criatividade foi dar uma voltinha no Triângulo das Bermudas. Eu devia agradecer também às pessoas que me mandaram e-mails, deixaram comentários e tal, mas já passou tempo demais e eu sou apenas uma história de ontem, acabou. De toda forma, obrigada. Sem crise, o número de visitas caiu pra caramba com essas minhas férias e isso é até bom... o blog deixa de se tornar uma obrigação e volta a ser uma diversão. Ah, outra coisa: isso aqui terá um caráter muito mais pessoal daqui pra frente. Volta a ser um diário e um diário nem sempre é engraçadinho. Ô Nishi, faz o favor de voltar a comentar aí, belê? Ô Van, se quiser fazer um leiaute novo pra mim, eu deixo. Eu queria mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pro meu cachorro e pra você. Servimos bem para servir sempre. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Eu cavo, tu cavas, ele cava. Não é romântico, mas é profundo. Agradecemos a preferência, tenham uma boa noite.
[/encheção de linguiça]

E por falar em visitas a amigos, devo avisá-los: não nos convidem para noitadas tranquilas em suas residências. Nada fica tranquilo na presença de Claudio & Juliana. Nada. Consegui encontrar uma pessoa no mundo com habilidade destrutiva ainda mais desenvolvida do que a minha.

No mesmo dia em que deixamos os malditos gatos escaparem, derrubei um pedaço inteiro de pizza de catupiry no sofá das moças. Não contente com a lambança, sentei em cima do dito cujo e fui cuidadosamente espalhando aquele queijo molenga pelos móveis e paredes da casa, sem perceber. E tenho minhas dúvidas sobre onde diabos eu esqueci aquele caroço de azeitona. É bem provável que tenha sido dentro de um vaso da sala.

E como diria o locutor do 1406, mas não é só isso! Levando uma Juliana porcalhona pra passear, você recebe inteiramente grátis um Claudio demolidor. Se você quer quebrar o aparelho de som na casa de suas amigas sapatas, não basta dar uma marretada no treco. Tem que fazer em grande estilo. Primeiro, espere o relógio marcar meia noite em ponto. Depois, coloque um CD de axé (ugh) para tocar no último volume. Acorde todos os moradores da rua. Gire o botão do volume com movimentos delicados e precisos, até que o botão pare de funcionar. Derrube o controle remoto na tentativa de desligar o som. Depois, arranque a tomada do aparelho, arrastando os objetos da estante com esse movimento.

E depois a gente ainda estranha quando o povo não retorna nossas ligações e não atende a campainha...

O programa era quase familiar: jantar na casa de amigos no sábado à noite. O "quase" fica por conta da natureza dos amigos, um casal de moças, Ca e Fabi. Até aí, nenhum problema. O problema começou ao chegarmos, eu e Claudio, na casa das moças. Ele já havia me prevenido: certa vez, visitando essa mesmas mocinhas, foi agraciado com um beijo carinhoso de um travesti montado. Fui esperando algo bem parecido com uma orgia, mas não rolou nada assim.

Chegamos na casa, entramos no corredor e encontramos um bilhete pendurado em um varal, avisando que as duas tinham ido ao hospital com o irmão de uma delas. O perna de pau quebrou a perna jogando futebol. No bilhete, Ca pedia que nós ficássemos à vontade, oferecia as cervejas da geladeira e pedia que esperássemos por elas. Pegamos a chave sob o tapete e entramos na casa. E foi então que nós vimos o gato. Aliás, os gatos.

Entramos de uma vez na casa, tomando cuidado para não deixar os gatos escaparem e logo veio o primeiro sinal de vida do Claudio: um espirro. Era a rinite se manifestando. Como membros honorários da sociedade brasileira dos odiadores de gatos, nós não tínhamos a menor idéia do que fazer com aqueles dois animais peludos e nojentos que se esfregavam contra nossas pernas. Minha primeira atitude sensata foi abrir a janela da cozinha. É óbvio que os gatos escaparam por lá.

Enquanto esperávamos pelas duas amigas, tentamos de todas as formas trazer os bichanos de volta. Batemos vasilhas de comida, fizemos "pssss, pssss" e nada. Um dos gatos nos olhava com um arzinho meio sarcástico, lá do telhado do vizinho. O outro, ninguém sabe, ninguém viu. Um pouco antes de sumir, ele tinha atacado com bravura o poodle da vizinha da frente e pelos ruídos que ouvimos, o gato levou a melhor.

Quando as donas da casa retornaram, nos encontraram pendurados no muro do vizinho, tentando agarrar um dos fujões pelo rabo. E caíram na gargalhada, claro, já que os gatos nunca foram criados em cativeiro e não havia a menor necessidade dos dois tontões passarem a madrugada na caça aos gatos. Talvez elas tenham feito essa sacanagem pensando que o meu nariz vermelho de tanto espirrar fosse me habilitar a um emprego de rena no shopping. Sacomé, época de Natal...