31.5.04

Talvez eu deva fazer um acústico desse blog. Se funciona para bandas que morreram, deve funcionar para blogs que morreram, também.

29.5.04

Aceito doações de leiautes e afins para recomeçar esse blog. Ah, e por favor, se não for difícil, tentem deixar seus nominhos nos 215 comentários que eu espero para esses posts. Apesar de imaginar quem são os anônimos, minha neurose precisa de absoluta certeza das coisas. Ou então eu corto os pulsos.

Óquei, óquei. Vamos aos fatos. Algumas coisas mudaram na minha vida nesses últimos tempos, mas a minha maior diversão continua a mesma: passear na 25 de março em pleno sábado. Entre camelôs e japoneses (e às vezes camelôs japoneses), passo horas pechinchando mercadorias e não levando nada no fim. Hoje até que o dia foi produtivo e voltei para casa com duas sacolonas gigantescas que não couberam no porta-malas, claro, e vieram confortavelmente acomodadas sobre minha mãe. Que por sinal, é a figura central desse post.

A minha mãe ou ah, minha mãe

Ela continua louca. Só piorou um pouco no grau, mas de resto ela continua discutindo com pedestres, cumprimentando árvores e enlouquecendo vendedores e hoje a criatura resolveu ir comigo à 25. Certa de encontrar problemas na aventura, passei a noite em claro imaginando o que poderia dar errado e, claro, pela manhã mal conseguia abrir os olhos de tanto sono.

Depois de algumas horas andando e andando e andando pela fatídica rua, percebi que a distinta senhora discretamente vestida de vermelho não estava mais ao meu lado. Preocupada, olhava por todos os lados procurando um tomate saltitante abarrotado de sacolas em meio às barracas e nada. Então, fui abordada por um camelô simpático, disposto a me ajudar.

- Tá procurando o quê, dona? CD's, DVD's, meias...
- Tô procurando a minha mãe.
- É pra já. Alguém aí viu a mãe dela? Atenção, atenção. Estamos procurando a mãe dela!!!

E me apontava freneticamente, enquanto eu tentava me esconder atrás de uma kombi que tocava músicas do Edson Cordeiro. E nisso surge a minha mãe, atraída pelos gritos do camelô. Vestida de branco, só para me confundir.

E depois ainda perguntam por que diabos eu saí de casa...

15.5.04

Teste.