29.5.04

Óquei, óquei. Vamos aos fatos. Algumas coisas mudaram na minha vida nesses últimos tempos, mas a minha maior diversão continua a mesma: passear na 25 de março em pleno sábado. Entre camelôs e japoneses (e às vezes camelôs japoneses), passo horas pechinchando mercadorias e não levando nada no fim. Hoje até que o dia foi produtivo e voltei para casa com duas sacolonas gigantescas que não couberam no porta-malas, claro, e vieram confortavelmente acomodadas sobre minha mãe. Que por sinal, é a figura central desse post.

A minha mãe ou ah, minha mãe

Ela continua louca. Só piorou um pouco no grau, mas de resto ela continua discutindo com pedestres, cumprimentando árvores e enlouquecendo vendedores e hoje a criatura resolveu ir comigo à 25. Certa de encontrar problemas na aventura, passei a noite em claro imaginando o que poderia dar errado e, claro, pela manhã mal conseguia abrir os olhos de tanto sono.

Depois de algumas horas andando e andando e andando pela fatídica rua, percebi que a distinta senhora discretamente vestida de vermelho não estava mais ao meu lado. Preocupada, olhava por todos os lados procurando um tomate saltitante abarrotado de sacolas em meio às barracas e nada. Então, fui abordada por um camelô simpático, disposto a me ajudar.

- Tá procurando o quê, dona? CD's, DVD's, meias...
- Tô procurando a minha mãe.
- É pra já. Alguém aí viu a mãe dela? Atenção, atenção. Estamos procurando a mãe dela!!!

E me apontava freneticamente, enquanto eu tentava me esconder atrás de uma kombi que tocava músicas do Edson Cordeiro. E nisso surge a minha mãe, atraída pelos gritos do camelô. Vestida de branco, só para me confundir.

E depois ainda perguntam por que diabos eu saí de casa...